Você se lembra dos fatos marcantes do ano de 2008? Para refrescar sua memória, o Blog Circo da Notícia listou alguns acontecimentos que marcaram este ano.
Portanto, convido vocês a opinarem sobre qual ou quais acontecimentos foram mais significativos para você ou para o mundo, qual você nunca mais esquecerá, qual o mico do ano?
Além disso, vamos fazer uma reflexão: o que a internet trouxe de bom ou de ruim em 2008 e o que podemos esperar desse universo paralelo em 2009?
Para refrescar:
- Olimpíadas de Pequim e os recordes de Michael Phelps
- Seqüestro da garota Eloá
- A Lei seca
- Maurren Maggi leva ouro inédito em esportes individuais nas Olimpíadas
- Caso Isabella Nardoni
- Eleições Brasil
- União dos bancos Itaú e Unibanco cria a maior instituição financeira da América Latina
- Enchentes em Santa Catarina deixam centenas de mortos
- Eleições nos EUA: Barack Obama vence e é o primeiro presidente negro da história
- Ingrid Bitencout é libertada, após 6 anos sob poder das Farc
- Fidel Castro entrega comando de Cuba para seu irmão
- O fracasso da Rodada de Doha
- Ronaldinho: o escândalo do jogador que envolveu-se com travestis cariocas em um motel no Rio
- Jornalista joga sapato contra Bush
- Água é descoberta em marte
Se houver algum fato que você considere importante e que não está na lista, por favor inclua em seu comentário. Participe!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
:: RETROSPECTIVA 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
:: OPINIÃO

Dossiê reúne denúncias sobre violações de DDHH na TV
Já se tornou rotina a profusão de baixaria e sensacionalismo nas programações das emissoras de TV brasileiras, tão ávidas por audiência que argumento nenhum parece lhes convencer de que todos os limites já foram ultrapassados. Ainda mais melancólica é a impunidade que fomenta esse insistente desrespeito aos direitos humanos e às obrigações legais de suas concessões públicas. Entidades ligadas à defesa dos direitos humanos, movimentos sociais e organizações ligadas à área da comunicação tem, entretanto, mostrado que a sociedade brasileira não está apática diante desta realidade e vêm aumentando o número de denúncias destes abusos.
Um bom apanhado de casos de violações a direitos fundamentais encontra-se agora em um recém-produzido documento preparado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social com base em denúncias reunidas por diversas entidades, algumas delas protocoladas na Justiça [veja o documento na íntegra]. O dossiê foi apresentado durante audiência pública na Câmara dos Deputados no último dia 27 de novembro, que discutiu a renovação das concessões vencidas em 2007 – cinco das Organizações Globo e as “cabeças” das redes Record e Bandeirantes [leia mais]. Por esse motivo, apenas as denúncias de abusos das três emissoras constam no relatório, que poderia dedicar, ainda, merecido espaço para SBT, RedeTV!, entre outras que não se furtaram à barbárie nos últimos anos.
“O capítulo que trata das denúncias de violação de direitos humanos no conteúdo das programações é resultado de um trabalho que vem sendo feito de forma cada vez mais organizada e sistemática por diferentes organizações da sociedade civil, com destaque para a Campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania”, conta Bia Barbosa, do Intervozes. Respaldado por uma série de entidades da sociedade civil, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a iniciativa traz uma importante contribuição à discussão sobre controle social da mídia.
Ainda rechaçadas pelo empresariado de comunicação brasileiro como tentativas de “censura”, as ações de controle social do uso das concessões de TV ainda constituem um avanço tímido diante do laissez-faire instalado na República. Mas as experiências relatadas no dossiê e a própria realização da audiência de novembro na Câmara devem ser comemoradas.
“Esse é um marco da radiodifusão brasileira”, diz Laurindo Lalo Leal Filho, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e ouvidor da TV Brasil, avaliando a experiência da audiência pública. “Até hoje não havia ocorrido nenhuma ação institucional que mudasse a forma como são outorgadas as concessões no Brasil, tradicionalmente feitas de maneira burocrática. É um passo ainda pequeno, mas significativo.”
Preconceito, violência, baixaria...
“Há um consenso entre as entidades em relação ao papel que as emissoras de TV poderiam desempenhar para promover os direitos humanos”, conta Bia Barbosa, do Intervozes. “A realidade, no entanto, mostra que os canais de TV, ao contrário, são fontes de violação e estímulo ao preconceito, legitimando e perpetuando discriminações já presentes em nossa sociedade.”
Uma breve leitura do dossiê demonstra a variedade de temas presentes nas denúncias e o retrato caótico da TV brasileira dos anos 2000. Entre elas, discriminação religiosa, homofobia, machismo, racismo e banalização da violência saltam aos olhos de maneira pouco contestável. As denúncias demonstram afrontas à Constituição Federal, ao Estatuto da Criança e do Adolescente e até tratados internacionais de direitos humanos.
Boa parte é alvo de Ações Civis Públicas movidas pelo Ministério Público Federal, em geral a partir de provocações apresentadas por organizações sociais. As ACPs tornaram-se um dos principais mecanismos de exercício do controle social, tratando de temas cada vez mais diversos, como os reunido no dossiê e que vão da exploração da degradação humana em programas como o “Hora da Verdade”, da Bandeirantes, à ridicularização de homossexuais em atrações como o “Zorra Total”, da Globo.
Em outros tantos casos, a possibilidade das violações tornarem-se ações judiciais ainda não foi explorada pelos cidadãos e cidadãs. Nestes, o exercício do controle social tem se dado pela divulgação à sociedade de casos extremos. Exemplo relatado no dossiê é a prática sistemática das emissoras de criminalização de movimentos sociais, sobretudo em relação ao MST. Em julho deste ano, o “Jornal da Noite”, da Bandeirantes, veiculou uma série de cinco programas sobre o movimento, em um contexto que incluía a crise do governo Yeda Crusius (PSDB) e a iniciativa do Ministério Público do estado em propor a dissolução do MST. Denúncias sem fundamento, provas forjadas, testemunhas suspeitas e nenhuma entrevista com membros do movimento fizeram parte do enredo criado pelo telejornal de Boris Casoy.
Controle social x Censura
Sempre que uma emissora extrapola os limites do aceitável, o debate sobre controle público das concessões de rádio e TV ganha novo capítulo. Fernando de Almeida Martins, procurador da República em Minas Gerais, conta que a ação mais recente promovida por ele estava relacionada à veiculação de conteúdo erotizado em horário impróprio no caso da “dança do poste” da personagem Alzira (Flávia Alessandra), na novela “Duas Caras”. “As cenas foram veiculadas em horário impróprio e depois a Globo ainda reprisou no programa da Ana Maria Braga. Então entramos com uma nova ação cobrando o dobro”, conta.
As emissoras, por sua vez, tentam bloquear o avanço do debate tachando as ações judiciais e as tentativas de regulação dos conteúdos impróprios de “tentativa de censura”. Um argumento que ganha cara de ponto final, sobretudo em um país que ainda se ressente de seu passado autoritário. A sociedade tem respondido subindo o tom. “Ora, se a prática do racismo, por exemplo, é considerada crime no Brasil e há programas de TV que incitam ao racismo, por que os responsáveis por tal conteúdo não são considerados criminosos?”, questiona Bia Barbosa.
Caso Eloá
Nas últimas semanas, mais uma vez uma emissora vale-se da retórica da “liberdade de expressão” e da “volta da censura” para se abster de qualquer responsabilidade social com o que veicula. Trata-se da cobertura do seqüestro de Santo André, quando a RedeTV! entrevistou ao vivo a adolescente Eloá Cristina Pimentel e seu ex-namorado Lindemberg Alves, que mantinha ela e uma amiga reféns. Aconteceu no programa “A Tarde é Sua”, apresentado por Sônia Abrão. Sem mais, a emissora interferiu num crime em pleno andamento. O final da história é conhecido.
“A RedeTV! teve uma atuação que extrapola os deveres que ela assumiu enquanto concessão pública. Quando ela interveio numa ação criminal, ela extrapolou os limites da legalidade constitucional”, afirma Lalo. Diante da repercussão, o MPF entrou com uma Ação Civil Pública cobrando indenização de R$ 1,5 milhão por danos morais coletivos.
A emissora, em nota, disse que “defenderá sempre a liberdade de expressão e o não cerceamento do direito do jornalismo informar os telespectadores considerando, portanto, essa iniciativa do Ministério Público Federal, uma forma velada de censura”. Curiosamente, a RedeTV! negou-se a responder a esta reportagem e a “informar” o que pretendia ao entrevistar um criminoso em pleno ilícito e uma menor de idade.
“A notícia diz respeito aos atores do processo, o cenário e sua relevância para a comunidade. Quando a emissora pega esses dados é começa a explorá-los de maneira emocional, a transformar agentes em personagens dramatizados, está deixando de lado a informação e indo para o sensacionalismo” diz Lalo. “Informação não pode se tornar um elemento da ação, não pode intervir, esse é o limite da informação.”
Bia Barbosa lembra que todos os tratados e convenções internacionais afirmam que a liberdade de expressão não pode ser considerada absoluta se outro direito também estiver em jogo. “No caso, estamos falando da dignidade humana, que não pode ser desrespeitada em nome da liberdade que empresas comerciais reivindicam em nome da audiência e do lucro que pretendem obter ao veicular tais conteúdos.”
Concessões públicas
Ao mesmo tempo que demonstra a insatisfação da sociedade civil organizada com o conteúdo televisivo, o dossiê elaborado pelo Intervozes é uma tentativa de interferir no processo de renovação das concessões. “As concessões sempre foram tratadas como algo que diz respeito à empresa e não a sociedade. E como o Estado sempre esteve submisso, esse processo era público apenas formalmente, pois na prática era algo privado”, diz Lalo.
O documento reforça a idéia, amadurecida aos poucos pela ação de diversas organizações, de que as violações de direitos humanos precisam constar como critério de avaliação permanente do uso das concessões públicas de radiodifusão. “O que precisamos garantir agora é que, no caso de desrespeito, estas violações sejam punidas imediatamente”, insiste Bia. “Isso precisa ser assumido pelo Ministério das Comunicações, que tem o dever de fiscalizar os conteúdos veiculados, e também pelo Congresso Nacional, que opina no momento da renovação das concessões.”
Já se tornou rotina a profusão de baixaria e sensacionalismo nas programações das emissoras de TV brasileiras, tão ávidas por audiência que argumento nenhum parece lhes convencer de que todos os limites já foram ultrapassados. Ainda mais melancólica é a impunidade que fomenta esse insistente desrespeito aos direitos humanos e às obrigações legais de suas concessões públicas. Entidades ligadas à defesa dos direitos humanos, movimentos sociais e organizações ligadas à área da comunicação tem, entretanto, mostrado que a sociedade brasileira não está apática diante desta realidade e vêm aumentando o número de denúncias destes abusos.
Um bom apanhado de casos de violações a direitos fundamentais encontra-se agora em um recém-produzido documento preparado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social com base em denúncias reunidas por diversas entidades, algumas delas protocoladas na Justiça [veja o documento na íntegra]. O dossiê foi apresentado durante audiência pública na Câmara dos Deputados no último dia 27 de novembro, que discutiu a renovação das concessões vencidas em 2007 – cinco das Organizações Globo e as “cabeças” das redes Record e Bandeirantes [leia mais]. Por esse motivo, apenas as denúncias de abusos das três emissoras constam no relatório, que poderia dedicar, ainda, merecido espaço para SBT, RedeTV!, entre outras que não se furtaram à barbárie nos últimos anos.
“O capítulo que trata das denúncias de violação de direitos humanos no conteúdo das programações é resultado de um trabalho que vem sendo feito de forma cada vez mais organizada e sistemática por diferentes organizações da sociedade civil, com destaque para a Campanha Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania”, conta Bia Barbosa, do Intervozes. Respaldado por uma série de entidades da sociedade civil, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a iniciativa traz uma importante contribuição à discussão sobre controle social da mídia.
Ainda rechaçadas pelo empresariado de comunicação brasileiro como tentativas de “censura”, as ações de controle social do uso das concessões de TV ainda constituem um avanço tímido diante do laissez-faire instalado na República. Mas as experiências relatadas no dossiê e a própria realização da audiência de novembro na Câmara devem ser comemoradas.
“Esse é um marco da radiodifusão brasileira”, diz Laurindo Lalo Leal Filho, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e ouvidor da TV Brasil, avaliando a experiência da audiência pública. “Até hoje não havia ocorrido nenhuma ação institucional que mudasse a forma como são outorgadas as concessões no Brasil, tradicionalmente feitas de maneira burocrática. É um passo ainda pequeno, mas significativo.”
Preconceito, violência, baixaria...
“Há um consenso entre as entidades em relação ao papel que as emissoras de TV poderiam desempenhar para promover os direitos humanos”, conta Bia Barbosa, do Intervozes. “A realidade, no entanto, mostra que os canais de TV, ao contrário, são fontes de violação e estímulo ao preconceito, legitimando e perpetuando discriminações já presentes em nossa sociedade.”
Uma breve leitura do dossiê demonstra a variedade de temas presentes nas denúncias e o retrato caótico da TV brasileira dos anos 2000. Entre elas, discriminação religiosa, homofobia, machismo, racismo e banalização da violência saltam aos olhos de maneira pouco contestável. As denúncias demonstram afrontas à Constituição Federal, ao Estatuto da Criança e do Adolescente e até tratados internacionais de direitos humanos.
Boa parte é alvo de Ações Civis Públicas movidas pelo Ministério Público Federal, em geral a partir de provocações apresentadas por organizações sociais. As ACPs tornaram-se um dos principais mecanismos de exercício do controle social, tratando de temas cada vez mais diversos, como os reunido no dossiê e que vão da exploração da degradação humana em programas como o “Hora da Verdade”, da Bandeirantes, à ridicularização de homossexuais em atrações como o “Zorra Total”, da Globo.
Em outros tantos casos, a possibilidade das violações tornarem-se ações judiciais ainda não foi explorada pelos cidadãos e cidadãs. Nestes, o exercício do controle social tem se dado pela divulgação à sociedade de casos extremos. Exemplo relatado no dossiê é a prática sistemática das emissoras de criminalização de movimentos sociais, sobretudo em relação ao MST. Em julho deste ano, o “Jornal da Noite”, da Bandeirantes, veiculou uma série de cinco programas sobre o movimento, em um contexto que incluía a crise do governo Yeda Crusius (PSDB) e a iniciativa do Ministério Público do estado em propor a dissolução do MST. Denúncias sem fundamento, provas forjadas, testemunhas suspeitas e nenhuma entrevista com membros do movimento fizeram parte do enredo criado pelo telejornal de Boris Casoy.
Controle social x Censura
Sempre que uma emissora extrapola os limites do aceitável, o debate sobre controle público das concessões de rádio e TV ganha novo capítulo. Fernando de Almeida Martins, procurador da República em Minas Gerais, conta que a ação mais recente promovida por ele estava relacionada à veiculação de conteúdo erotizado em horário impróprio no caso da “dança do poste” da personagem Alzira (Flávia Alessandra), na novela “Duas Caras”. “As cenas foram veiculadas em horário impróprio e depois a Globo ainda reprisou no programa da Ana Maria Braga. Então entramos com uma nova ação cobrando o dobro”, conta.
As emissoras, por sua vez, tentam bloquear o avanço do debate tachando as ações judiciais e as tentativas de regulação dos conteúdos impróprios de “tentativa de censura”. Um argumento que ganha cara de ponto final, sobretudo em um país que ainda se ressente de seu passado autoritário. A sociedade tem respondido subindo o tom. “Ora, se a prática do racismo, por exemplo, é considerada crime no Brasil e há programas de TV que incitam ao racismo, por que os responsáveis por tal conteúdo não são considerados criminosos?”, questiona Bia Barbosa.
Caso Eloá
Nas últimas semanas, mais uma vez uma emissora vale-se da retórica da “liberdade de expressão” e da “volta da censura” para se abster de qualquer responsabilidade social com o que veicula. Trata-se da cobertura do seqüestro de Santo André, quando a RedeTV! entrevistou ao vivo a adolescente Eloá Cristina Pimentel e seu ex-namorado Lindemberg Alves, que mantinha ela e uma amiga reféns. Aconteceu no programa “A Tarde é Sua”, apresentado por Sônia Abrão. Sem mais, a emissora interferiu num crime em pleno andamento. O final da história é conhecido.
“A RedeTV! teve uma atuação que extrapola os deveres que ela assumiu enquanto concessão pública. Quando ela interveio numa ação criminal, ela extrapolou os limites da legalidade constitucional”, afirma Lalo. Diante da repercussão, o MPF entrou com uma Ação Civil Pública cobrando indenização de R$ 1,5 milhão por danos morais coletivos.
A emissora, em nota, disse que “defenderá sempre a liberdade de expressão e o não cerceamento do direito do jornalismo informar os telespectadores considerando, portanto, essa iniciativa do Ministério Público Federal, uma forma velada de censura”. Curiosamente, a RedeTV! negou-se a responder a esta reportagem e a “informar” o que pretendia ao entrevistar um criminoso em pleno ilícito e uma menor de idade.
“A notícia diz respeito aos atores do processo, o cenário e sua relevância para a comunidade. Quando a emissora pega esses dados é começa a explorá-los de maneira emocional, a transformar agentes em personagens dramatizados, está deixando de lado a informação e indo para o sensacionalismo” diz Lalo. “Informação não pode se tornar um elemento da ação, não pode intervir, esse é o limite da informação.”
Bia Barbosa lembra que todos os tratados e convenções internacionais afirmam que a liberdade de expressão não pode ser considerada absoluta se outro direito também estiver em jogo. “No caso, estamos falando da dignidade humana, que não pode ser desrespeitada em nome da liberdade que empresas comerciais reivindicam em nome da audiência e do lucro que pretendem obter ao veicular tais conteúdos.”
Concessões públicas
Ao mesmo tempo que demonstra a insatisfação da sociedade civil organizada com o conteúdo televisivo, o dossiê elaborado pelo Intervozes é uma tentativa de interferir no processo de renovação das concessões. “As concessões sempre foram tratadas como algo que diz respeito à empresa e não a sociedade. E como o Estado sempre esteve submisso, esse processo era público apenas formalmente, pois na prática era algo privado”, diz Lalo.
O documento reforça a idéia, amadurecida aos poucos pela ação de diversas organizações, de que as violações de direitos humanos precisam constar como critério de avaliação permanente do uso das concessões públicas de radiodifusão. “O que precisamos garantir agora é que, no caso de desrespeito, estas violações sejam punidas imediatamente”, insiste Bia. “Isso precisa ser assumido pelo Ministério das Comunicações, que tem o dever de fiscalizar os conteúdos veiculados, e também pelo Congresso Nacional, que opina no momento da renovação das concessões.”
FONTE: Henrique Costa – Observatório do Direito à Comunicação
sábado, 20 de dezembro de 2008
:: COTIDIANO - Sobe para 13 o número de mortos vítimas das chuvas em MG
Enquanto o sol surge como a esperança de dias melhores em Santa Catarina, em Minas Gerais a chuva dos últimos dias deixou algumas regiões do estado em emergência, ocasionando 13 mortes, segundo a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil.
O número de municípios que decretaram estado de emergência também subiu. Agora, o total chega a 43. Em todo o Estado de Minas Gerais, 81 municípios foram afetados pelas chuvas. Cerca de 28 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas .
Ajude as vítimas das chuvas em Minas doando cestas básicas, roupas, cobertores, lonas plásticas e telhas. De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas, as doações podem ser feitas nos seguintes endereços: Av.: Amazonas nº 6455 - bairro Gameleira - Depósito da CEDEC - Belo Horizonte - Tel: (31) 3332-1377 / Alameda Ezequiel Dias, nº 427, Centro - Belo Horizonte / Cruz Vermelha- Tel: (31) 3226-4233.
Voluntariado
Seja um voluntário. Saiba mais informações:
- Defesa Civil Minas: (31) 3236-2100/2111
- Cruz Vermelha Minas: (31) 3226-4233
Imagem: Portal UAI
Imagens chuva em Ponte Nova - MG (cinegrafista amador)
Fernando Leroy - Jornalista
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
::COTIDIANO
Web é nova arma na busca por pessoas desaparecidas
Nem nós e nem os órgãos governamentais sabem a quantidade de crianças e adolescentes desaparecidos anualmente.
Mas, segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, um percentual de 10 a 15% dos casos registrados permanecem sem solução por um longo período de tempo, às vezes jamais são resolvidos.
E a força da internet no Brasil pode contribuir inclusive para facilitar a busca por pessoas desaparecidas. É isso mesmo, a internet também tem seu lado social.
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) que fornece informações específicas sobre pessoas desaparecidas em todo território nacional, on-line e em tempo real, para auxiliar na busca e identificação de pessoas desaparecidas, sem distinções de cor, sexo, idade ou convicções políticas e religiosas.
E o blog Circo da Notícia adere a essa campanha.। Veja na barra ao lado um exemplo dessa ação e ajude também a divulgar imagens de pessoas desaparecidas. Visite a página do CNPD e apoie divulgando imagens em seu site ou blog.
Fernando Leroy - Jornalista

Nem nós e nem os órgãos governamentais sabem a quantidade de crianças e adolescentes desaparecidos anualmente.
Mas, segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, um percentual de 10 a 15% dos casos registrados permanecem sem solução por um longo período de tempo, às vezes jamais são resolvidos.
E a força da internet no Brasil pode contribuir inclusive para facilitar a busca por pessoas desaparecidas. É isso mesmo, a internet também tem seu lado social.
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) que fornece informações específicas sobre pessoas desaparecidas em todo território nacional, on-line e em tempo real, para auxiliar na busca e identificação de pessoas desaparecidas, sem distinções de cor, sexo, idade ou convicções políticas e religiosas.
E o blog Circo da Notícia adere a essa campanha.। Veja na barra ao lado um exemplo dessa ação e ajude também a divulgar imagens de pessoas desaparecidas. Visite a página do CNPD e apoie divulgando imagens em seu site ou blog.
Fernando Leroy - Jornalista
:: EDUCAÇÃO
Cursos de jornalismo na mira do MEC em 2009
O blog Circo da Notícia estréia querendo ouvir sua opinião!
Em meio a polêmica sobre a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, uma outra questão vai instigar ainda mais os profissionais de comunicação. Os cursos de jornalismo e comunicação estão na mira do Ministério da Educação em 2009.
Uma comissão vai estabelecer novas normas e diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo. De acordo com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, a idéia é permitir que, por exemplo, um economista formado possa fazer apenas as disciplinas dos cursos de jornalismo, algo em torno de dois anos, para poder obter o diploma na área. "O jornalismo é um bom caso para essas mudanças, mas não o único. Poderá abrir caminho para outros", disse o ministro.
Embora ainda não tenha mostrado como será a avaliação, o MEC nos deixa uma questão a refletir: será que a obrigatoriedade do diploma influenciará nesta avaliação, ou seja, é um indício de que o MEC deseja transformar os cursos de comunicação, principalmente o de jornalismo, numa espécie de complemento da graduação? Para completar sua formação e atuar na área não será preciso cursar inteiramente uma faculdade de comunicação?
Faça seu comentário.
O blog Circo da Notícia estréia querendo ouvir sua opinião!
Em meio a polêmica sobre a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, uma outra questão vai instigar ainda mais os profissionais de comunicação. Os cursos de jornalismo e comunicação estão na mira do Ministério da Educação em 2009.
Uma comissão vai estabelecer novas normas e diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo. De acordo com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, a idéia é permitir que, por exemplo, um economista formado possa fazer apenas as disciplinas dos cursos de jornalismo, algo em torno de dois anos, para poder obter o diploma na área. "O jornalismo é um bom caso para essas mudanças, mas não o único. Poderá abrir caminho para outros", disse o ministro.
Embora ainda não tenha mostrado como será a avaliação, o MEC nos deixa uma questão a refletir: será que a obrigatoriedade do diploma influenciará nesta avaliação, ou seja, é um indício de que o MEC deseja transformar os cursos de comunicação, principalmente o de jornalismo, numa espécie de complemento da graduação? Para completar sua formação e atuar na área não será preciso cursar inteiramente uma faculdade de comunicação?
Faça seu comentário.
Fernando Leroy - Jornalista