Clamor por justiça em Buenos Aires
Mães dos 194 mortos em incêndio pedem punição
Fernando Leroy, de Buenos Aires – Clamor por justiça na capital argentina. Um fato que pode ter raízes políticas a troco de 194 vidas. Um episódio que presenciei em minha passagem pela Argentina vale a pena ser contado também para vocês.
Enquanto milhares de portenhos enfrentavam o longo congestionamento a caminho da litorânea e belíssima cidade de Mar del Plata para as comemorações do reveillon, no último dia 31, as ruas de Buenos Aires eram tomadas pelas mães, amigos e familiares que pediam justiça e punições severas aos culpados pelo incêndio que matou 194 jovens na discoteca República Cromagnon, na capital argentina, há quatro anos.
A Praça de Maio, sede da Casa Rosada e palco dos protestos incansáveis das "Mães da Praça de Maio", que há 30 anos lutam para encontrar seus filhos desaparecidos durante a ditadura argentina, marcou o início dos protestos. Durante a tarde, orações e uma missa em homenagem às vítimas também comoveu os presentes na Catedral Metropolitana da capital federal.
A discoteca pegou fogo depois que um dos espectadores de um show de rock soltou um rojão em seu interior. A casa funcionava irregularmente e, no momento do incêndio, havia em seu interior quase 4 mil pessoas, o dobro da capacidade do local, e suas saídas de emergência estavam bloqueadas.
O prefeito de Buenos Aires na época, Anibal Ibarra, foi acusado de omissão por falta de fiscalização e destituído do cargo. Ele acusou a oposição de golpe e de manipulação de uma tragédia, prometendo recorrer.
Omar Chabán, dono da discoteca, acabou preso após o incidente e foi liberado meses depois em meio à indignação dos familiares das vítimas e da opinião pública. Além de Chabán, outros acusados são Raúl Villarreal, principal colaborador de Chabán na época; cinco membros da Polícia Federal, que teriam sido subornados para deixarem o local funcionando fora das normas.
Também estão na mira da Justiça os seis integrantes e o empresário da banda Callejeros, que tocava na discoteca, e o encarregado da cenografia naquele dia.
De acordo com a imprensa local, a discoteca tinha capacidade para mil pessoas, mas havia 3 mil por ocasião do concerto. Desde o incêndio, Buenos Aires introduziu medidas mais rigorosas de segurança em discotecas e bares.
Após o episódio, uma pesquisa realizada pela Universidade Três de Fevereiro revelou que um em cada três presentes no dia da tragédia ainda passam por tratamento psicológico.
Assim como no Brasil, a justiça argentina é lenta. De acordo com a imprensa local, espera-se que 2009 seja o ano do desfecho da tragédia, mas as manifestações continuam a partir desta semana com novos protestos pelas ruas de Buenos Aires.

A Praça de Maio, sede da Casa Rosada e palco dos protestos incansáveis das "Mães da Praça de Maio", que há 30 anos lutam para encontrar seus filhos desaparecidos durante a ditadura argentina, marcou o início dos protestos. Durante a tarde, orações e uma missa em homenagem às vítimas também comoveu os presentes na Catedral Metropolitana da capital federal.
A discoteca pegou fogo depois que um dos espectadores de um show de rock soltou um rojão em seu interior. A casa funcionava irregularmente e, no momento do incêndio, havia em seu interior quase 4 mil pessoas, o dobro da capacidade do local, e suas saídas de emergência estavam bloqueadas.
O prefeito de Buenos Aires na época, Anibal Ibarra, foi acusado de omissão por falta de fiscalização e destituído do cargo. Ele acusou a oposição de golpe e de manipulação de uma tragédia, prometendo recorrer.
Omar Chabán, dono da discoteca, acabou preso após o incidente e foi liberado meses depois em meio à indignação dos familiares das vítimas e da opinião pública. Além de Chabán, outros acusados são Raúl Villarreal, principal colaborador de Chabán na época; cinco membros da Polícia Federal, que teriam sido subornados para deixarem o local funcionando fora das normas.
Também estão na mira da Justiça os seis integrantes e o empresário da banda Callejeros, que tocava na discoteca, e o encarregado da cenografia naquele dia.
De acordo com a imprensa local, a discoteca tinha capacidade para mil pessoas, mas havia 3 mil por ocasião do concerto. Desde o incêndio, Buenos Aires introduziu medidas mais rigorosas de segurança em discotecas e bares.
Após o episódio, uma pesquisa realizada pela Universidade Três de Fevereiro revelou que um em cada três presentes no dia da tragédia ainda passam por tratamento psicológico.
Assim como no Brasil, a justiça argentina é lenta. De acordo com a imprensa local, espera-se que 2009 seja o ano do desfecho da tragédia, mas as manifestações continuam a partir desta semana com novos protestos pelas ruas de Buenos Aires.
Oi, Fernando!
ResponderExcluirO bacana é que jornalista é jornalista mesmo quando tá de férias, curtindo uma viagem...mas falando sério: o que tiro desssa notícia que vc nos trouxe é a questão de impunidade. Muitas vezes, pensamos ser o único país do mundo com esse problema, e não somos. Nem sempre a grama do vizinho é mais bonita. Fico imaginando a repercussão desse fato na imprensa local.
Abraço,
=]
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http://cafecomnoticias.blogspot.com
Wander, a repercussão na imprensa local é grande. O assunto está presente nas manchetes há quatro anos e mesmo assim a impunidade permanece. Várias organizações envolvidas numa luta permanente. Naquele momento a vontade era de permanecer ali, apoiando a luta pela justiça.
ResponderExcluirParece que em todo lugar é preciso fazer passeata para chamar a atenção e fazer as autoridades agirem.
ResponderExcluirMuito bom você ter alertado para isso, Fernando!
ResponderExcluirConheci a história da Praça das Mães de Maio através de um professor de Filosofia, no primeiro período do curso de Jornalismo.
É interessante ver, agora, como a praça virou uma espécie de palco para protestar contra estes fatos "sombrios".
Enfim, foi uma ótima pauta, executada por conta do momento oportuno. Parabéns, Fernando!
Agora, resta a estas pessoas o clamor pela justiça.
Abraços!