4.912 caixões. Se aparentemente esse número lhe assustou ou se você pensou que é mais um saldo de guerra, acertou. Até agora 4252 americanos morreram no Iraque e 660 no Afeganistão. O resultado do conflito que fez o presidente dos EUA, Barack Obama, pedir US$ 75,5 bilhões de dólares adicionais para o resto do atual ano fiscal, o que reflete os planos de retirar as tropas norte-americanas do Iraque, está gerando outra discussão.
Recentemente, o Pentágono decidiu levantar uma proibição feita à imprensa de fotografar a chegada aos Estados Unidos dos caixões com soldados mortos no Iraque e no Afeganistão, cobertos com a bandeira dos Estados Unidos.
Os que defendem a presença da imprensa divulgando a chegada dos caixões dizem que os soldados têm direito a um tributo público, pois deram a própria vida em nome da nação.
Do outro lado, há os que acham que as imagens não devem ser divulgadas, pois é preciso respeitar o luto dos familiares.
Mas no final da história, os pontos de vista da opinião pública norte-americana se chocam diante de uma máscara do ainda recente e frio governo Bush.
Origens
Na verdade, a censura foi imposta pelo governo Bush pai. Bush filho renovou a decisão, perpetuando assim mais uma tentativa de amenizar as barbáries de uma guerra que custou bilhões de dólares aos cofres americanos. E devido às cifras – que Bush filho sempre tentou esconder – as imagens só contribuiriam para tornar público uma guerra que ele era a favor, mas que foi um fracasso.
Recentemente, Obama mandou cancelar a censura, mas com consentimento dos familiares. Mas é preciso desconfiar da intenção dos governos. Será que a decisão de Obama é para manipular a opinião pública, fazendo com que ela se volte ainda mais contra Bush, expondo o resultado dramático da guerra?
Um acorco bilateral firmado no final do governo Bush estabelece que os militares americanos devem deixar
o Iraque completamente até 2012.

Barack Obama: “Deixem-me ser claro, o máximo que puder. Eu pretendo acabar com esta guerra. No meu primeiro dia de funções, irei chamar o chefe de estado-maior das forcas militares americanas e dar-lhe-ei uma nova missão. Essa missão será a de terminar com essa guerra, de forma responsável e deliberada, mas sobretudo de forma decisiva". Será que é preciso desconfirmaos da real intenção dos governos?
E o Circo da Notícia quer saber sua opinião: Quando são desembarcados na base aérea de Dover (EUA), os caixões, cobertos com a bandeira americana, devem ser fotografados e filmados pela imprensa? Ou o desembarque deve ser feito em privado, na presença dos familiares?
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Fernando,
ResponderExcluirdifícil opinar... não são nossos filhos, nossos irmãos...
Mas, penso que não fotografar seria meio que tentar "fechar os olhos" para a realidade dramática em que o povo americano se meteu: uma guerra longa demais, e sem sentido demais...
Se a imprensa americana souber respeitar a dor das famílias; se as fotos forem feitas à distância, preservando o momento de luto das pessoas; então, penso que sim, fotografar e registrar o absurdo que são as tantas mortes que chegam nos caixões é necessário e válido.
Na verdade, torço para que essa guerra acabe logo, e que não existam mais caixões para serem fotografados...
Abraço!!! =)
Oi, Fernando!
ResponderExcluirParticularmente, há determinadas coberturas de morte ou tragédia que acho desnecessário fotografar o caixão ou o morto. Além de ser desrepitoso, é algo muito agressivo e impactante.
Tomara que o Obama consiga ter peito pra mudar tanta coisa nos EUA, pq o trabalho é árduo, viu!
Abraço,
=]
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acho que a foto dos caixões foi super pertinente na matéria em questão, pois ela traz explícita o apelo à reflexão de todos os aspectos negativos trazidos por essa "pseudo guerra".
ResponderExcluire fico feliz que vc teha gostado do meu espaço. seuu blog tem muito bom gosto e é bastante informativo.
seja sempre bem vindo!
grande abraço
Acredito que as imagens deveriam sim serem espalhadas pelo mundo, pois ainda existem pessoas que acham que a guerra vem para melhorar as coisas, o Bush deveria ter investido em outras coisas além de guerra, parece que é mal de família fazer guerra, e invés de guerra, ele poderia ter feito algo para impedir essa crise, pois com os milhões gastos na guerra, ele poderia muito bem ter tentado diminuir o impacto da crise.
ResponderExcluirFernando, como disse a Natalie, é difícil, pois não são nossos irmãos, etc., mas ainda se fossem, aí é que, particularmente, eu seria mesmo a favor da divulgação, como tributo e como denúncia do que essa invasão horrorosa tem ocasionado. O norte-americano comum não tem noção do saldo dessa guerra e nem da maioria dos pontos negativos de sua política interna, então, um 'in your face' é muito importante.
ResponderExcluirSou a favor e te parabenizo por abordar o tema. E que fique bem claro que o número de americanos mortos nesse conflito já é praticamente o dobro do n. de pessoas mortas no 11 de setembro. Agora, se formos considerar o n. de iraquianos mortos...
Beijo pra vc, Fê!
É complicado. A imprensa Às vezes exagera se alimentando do luto alheio, por outro lado o governo anterior sem dúvidas preferiria ocultar uma cena tão triste e denunciadora (sim).
ResponderExcluirO que fazer?
Acredito que deve-se respeitar o luto das famílias, mas não acho uma fotografia um desrespeito per si. Não posso ser contra a imprensa nesse sentido.
Espero que um governo como o do Bush não mais se repita, pelo menos não tão cedo.